Viajando na avaliação - Eliã Siméia  
 
   



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Olá a todos,

Fechamos mais uma semana trabalhando sobre avaliação formativa. Espero que todos tenham gostado das discussões e reflexões feitas.

Um abraço

Eliã Siméia



Escrito por eliasimeia às 9:23 PM
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Quer saber qual o feedback perfeito?

Convido você a clicar no link e descobrir, segundo as autoras já citadas. Depois, escreve suas conclusões pra mim, tá?

http://www.abed.org.br/seminario2006/pdf/tc048.pdf#search='feedback%20em%20ead'



Escrito por eliasimeia às 7:24 AM
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3. Quais os desafios e possibilidades do EAD para o feedback?

O feedback é apontado como um importante elemento para a aprendizagem independentemente da teria de educação que o embasa, embora existam diferenças substanciais na forma como é usado e no lugar que ocupa para cada diferente referencial teórico.

Considerando a educação a distância, o feedback apresenta importância central no processo de aprendizagem, potencializando os resultados e motivando o sujeito cognoscente.

Vamos pensar em alguns pontos relevantes?

  • O uso eficiente do feedback permite ao “curso” estabelecer um diálogo através do qual o estudante interage com o objeto de aprendizagem. Sem esta interação, a solução torna-se apenas uma lista de informações publicada na rede.
  • Ambientes de e-learning comportam diversas estratégias de feedback, devendo explorar ao máximo este recurso de aprendizagem no sentido de uma maior eficiência.
  • Sabe-se que o feedback imediato é mais produtivo no ajuste da ação e na facilitação do entendimento do aluno, evitando que conceitos seguintes sejam construídos sobre interpretações incorretas.
  • Ambientes à distância podem facilmente gerar feedback imediato.
  • Bons ambientes presenciais de aprendizagem permitem e estimulam parcerias intelectuais. No caso do e-learning, parcerias podem ser estabelecidas através de fóruns ou outros ambientes de discussão. Estas estratégias devem ser cada vez mais utilizadas, pois, mesmo à distância, possibilitam um ambiente rico em interação, com variados tipos de feedback, e, portanto, ambientes de aprendizagem produtivos e motivadores. Para  Young (2003), alunos aprendem com os computadores e não dos computadores.
  • Em EaD, os alunos interagem, experimentam e aprendem a partir do contato desejante com os objetos de aprendizagem e seus parceiros. O professor, então, é um terceiro facilitador, referência desse vínculo desejante frente à aprendizagem. Assim, pode-se dizer igualmente que os alunos aprendem com os professores e não dos professores. A interação e o feedback dado a partir da experiência e das construções dos alunos são então essenciais.

Vamos pensar nos desafios de personalizar, contextualizar e gerar estratégias de feedback formativo, ou seja, ao longo do processo de aprendizagem, acompanhando o fazer do aluno?

  • É necessário criar novas estratégias e desenvolver tecnologias que dêem suporte às mesmas. Ambientes de aprendizagem baseados na comunicação interpessoal são ricos em interação de diversas ordens, provendo o sujeito de feedback de diversos tipos, a todo momento e de modo personalizado e contextualizado, não somente ao final da tarefa, mas também durante a ação.
  • As limitações tecnológicas parecem ser um dos desafios dos cursos à distância em termos de feedback, pois para prover feedback ao longo das ações do aluno seria necessário acompanhar cada ação e interpretá-la, dando sugestões e intervenções construtivas para o aluno, que pode ajustar suas ações ao longo do processo de aprendizagem. Pode-se buscar, a partir da criação de históricos de erros cometidos, freqüentes ou não, e do mapeamento de caminhos alternativos para desenvolver questões ou solucionar problemas propostos, dar resposta às escolhas dos alunos imediatamente e durante suas ações, interferindo ao longo da realização das tarefas e do processo de aprendizagem.
  • A personalização do feedback, comum em ambientes baseados na comunicação interpessoal é um desafio em educação à distância, pois isto nem sempre é possível, sendo necessário que o desenho do curso antecipe as necessidades e demandas, tornando essencial conhecer bem e antecipadamente o perfil dos cursantes   .



Escrito por eliasimeia às 7:16 AM
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2. As autoras citam alguns erros bastante comuns em EAD, quando se trata de feedback.

  • Feedback que tira a motivação, desestimula, pois o excesso de direcionamento pode atrapalhar mais do que facilitar a vida do aluno. Muitas vezes, ao tentar explicar demais ou dar respostas para todo o clique realizado, acaba-se, na verdade, tirando o interesse do aluno pelo conteúdo. Neste caso, ele pode desviar a atenção para a interação (sem se atentar ao conteúdo) ou simplesmente desistir.
  • Feedback genérico (repreensão ou elogio para todo o grupo) Um feedback mal direcionado tem efeito desastroso. Muitas vezes somos tentados a mandar mensagens para todo o grupo, chamando para uma maior participação ou para corrigir um procedimento que steja sendo feito de maneira errada. Como já falamos acima, cada aluno está estudando sozinho, e interagindo com o seu computador. lguém que esteja se esforçando, mas recebe a mensagem de que este esforço não é suficiente (por mais que não seja specificamente para ele), vai, antes de tudo, achar que, tendo sido copiado na mensagem, seu desempenho não está tão bom assim.
  •  Feedback que não agrega ao desenvolvimento. Pode-se usar o feedback de acompanhamento para estimular a evolução ao longo do curso. É muito comum encontrarmos respostas como “Parabéns, você chegou à metade do curso”. Sempre que formos incluir este tipo de incentivo, precisamos pensar se isso é realmente necessário.
  • Falta de feedback: Muito comum em EAD, pois um feedback bem feito consome muito tempo. Neste caso, a falta de estímulo pode levar o aluno a abandonar o curso ou treinamento no meio.

                                                                                                                                                  



Escrito por eliasimeia às 6:55 AM
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O texto" Feedback em e-learning: Possibilidades e Desafios" de Carla Beurlen, Maria Flávia Coelho, Julia Kenski (para o Seminário Nacional da ABD, UnB, abril 2006) indica várias questões pertinentes. Vamos conferir?

  • Para um bom feedback há muitas variáveis como  o alinhamento de expectativas entre o aluno e seu professor onde a falta de um esclarecimento destas expectativas pode gerar um desvio do aluno dos objetivos daquele aprendizado. Seria como se professor e aluno falassem idiomas diferentes, levando o aluno à interpretação daquilo que ele acha que o professor quis dizer.

1.Quais os tipos de feedback?

  • Feedback informal: é normalmente dado de forma oral, em uma conversa com o aluno ou o grupo de alunos. Em EAD normalmente é utilizada a comunicação por e-mail, fórum ou Chat, quando o professor/tutor dá uma resposta na discussão para estimular a articipação ou corrigir o rumo.

  • Feedback formal: nesta modalidade entram todas as avaliações, onde a resposta ao desempenho do aluno ou do grupo pode ser medida e muitas vezes o desempenho em uma parte do processo educacional influencia as etapas seguintes. Neste tipo de feedback se encontram todos os testes de aprendizado. Em EAD, o feedback formal é encontrado nas respostas aos exercícios de fixação, na avaliação final, nos medidores de desempenho.

  • Feedback direto: direcionado a um aluno, a um grupo (sendo o trabalho de grupo) ou por conseqüência de uma determinada tividade/tarefa. O ideal, quando falamos de um ensino a distância, é que a comunicação sempre seja feita diretamente ao aluno, pelo seu desempenho. Isto se torna essencial nos cursos com pouca interação, pois neste caso o aluno está sozinho no processo de ensino e algo direcionado ao grupo, do qual ele pouco ou nada sabe, aumenta ainda mais a distância entre ele e o conteúdo.

  • Feedback indireto: direcionado a toda a turma ou para avaliar o desempenho geral. Não menciona nomes nem tarefas específicas.



Escrito por eliasimeia às 6:48 AM
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Por que os alunos, muitas vezes, temem a avaliação ou revoltam-se com as notas finais que recebem? ou Por que muitos professores sentem-se esvaziados, depois de um longo período de trabalho com seus alunos e as respostas às avaliações são negativas e o rendimento abaixo do esperado?

Gostaria que você fizesse uma reflexão comigo, levando em consideração a charge abaixo, sobre a questão do feedback.

Qual a importância da retroalimentação no processo de ensino-aprendizagem? Ele está inserido num contexto de avaliação formativa? Clique no link abaixo e pense comigo:

 

 

Veja esta charge na versão com som!

 



Escrito por eliasimeia às 6:24 PM
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Até então apresentamos a avaliação formativa nas suas múltiplas formas, porém quem recebe e quem promove, ou seja, os atores, constituem-se fundamentais. Finalmente, nada existiria se não fosse por eles.

Convido você a visitar 03 blogs:

 

1. o da Eliane, cujo foco central é a avaliação motivadora, portanto o aluno como sujeito de sua aprendizagem. Acesse o link: http://aprender.unb.br/mod/resource/view.php?id=41920

2. o da Vilma que estrutura elementos importantes no perfil do professor. Confira:http://aprender.unb.br/mod/resource/view.php?id=40742

3. o da Valessa que fundamenta o papel do tutor. Vamos lá? http://valessa.paiano.zip.net 

Pense comigo: como estabelecer avaliação formativa em EaD sem o perfeito entrosamento entre os atores do processo ensino-aprendizagem?

 



Escrito por eliasimeia às 6:17 PM
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O texto e gráficos se referem a esta proposta de avaliação baseada em competências, cuja rede bayesiana é alimentada com estratégias voltadas para a educação profissional que devem possibilitar a demonstração da articulação dos saberes (saber – conhecimento, saber fazer – habilidades e saber ser – atitudes) pelos alunos.

Para a montagem da rede de estratégias foi utilizada a taxonomia de Bloom (1956). Apesar deste educador ser considerado comportamentalista para o caráter construtivista da educação para o trabalho, a classificação possibilitou a clara distinção e graduação dos objetivos educacionais a serem atingidos pelo aluno em uma hierarquia de níveis de cognição do menos complexo para o mais complexo (conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação) facilitando a montagem da rede.

A aplicação da metodologia de avaliação de competências ocorre antes e durante um curso. No primeiro caso, trata-se de uma avaliação diagnóstica as perguntas foram baseadas na sondagem de Palloff & Pratt (2002). No segundo caso, é feita uma avaliação formativa.



Escrito por eliasimeia às 10:31 AM
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 Olá,

Estive lendo outros textos interessantes sobre avaliação formativa. Quer ler e compartilhar comigo??

http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/170-TC-D4.htm

Observe também os gráficos abaixo. Eles se referem ao texto que você lerá:



Escrito por eliasimeia às 10:25 AM
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Vamos recomeçar nosso processo de descoberta e análise colaborativa em avaliação formativa?



Escrito por eliasimeia às 11:49 AM
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"avaliar é interrogar e interrogar-se” (ESTEBAN, 1999).

O texto de Janssen Felipe da Silva, "Avaliação e Aprendizagens Significativas" reflete muito bem sobre tal tema. vamos conferir???

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/aas/aasimp.htm

 telegraph.gif (9070 bytes)

 



Escrito por eliasimeia às 8:26 PM
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conference_room_meeting_md_wht.gif (4216 bytes)Algumas questões, porém, vêm a tona, quando pensamos na articulação dessas ações a fim de garantir o sucesso do aluno no seu processo de aprendizagem.

  • A necessidade de um perfeito entrosamento entre os atores: tutores e professores para que não se perca o fio condutor da proposta de trabalho;
  • Uma agenda organizada para que haja sincronia entre aula, avaliação e feedback e assim, o aluno não ficar "perdido" em meio às propostas do curso e sua aplicação;
  • Coerência entre avaliação, objetivos e conteúdos ministrados em aula.

Estes processos não são realmente tão simples, visto que os indivíduos também têm suas caracteristicas individuais de formação, concepções e linguagens!!!

 



Escrito por eliasimeia às 3:52 PM
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[Silva & Fernandes, 2000] é descrita uma sociedade de agentes inteligentes de software, denominada Agente Monitorador de Aprendizagem a Distância, AMONAD, com as funções de:

Ø      monitorar e auxiliar o aprendiz na tarefa de aprender,

Ø      manter dados de avaliações,

Ø      auxiliar na motivação e facilitar o processo de avaliação.

 

Nessa arquitetura são identificados três agentes:

Agente Aprendiz: auxilia o aluno em suas atividades.

Agente Facilitador: auxilia o professor em suas atividades.

Agente Sistema: tem tarefas tipicamente administrativas.

Rahkila & Karjalainen, 1999] é discutida a idéia de usar sistemas de log para coletar informações em um ambiente para EAD. Numa arquitetura cliente-servidor, logging é um registro das informações trocadas entre o cliente e o servidor.

 anima63.gif (7461 bytes)

 

 

[Vrasidas & McIsaac, 1999] e [Jaques & Oliveira, 1998] Sobre as possíveis ações de um aluno num ambiente de EAD, classificam-se os tipos de interação que um aluno pode fazer :

Aluno com outro aluno;

Aluno com professor;

Aluno com monitor;

Aluno com material didático (páginas de conteúdo, provas, exercícios)

Aluno com outro aluno a respeito de um dado assunto.



Escrito por eliasimeia às 3:38 PM
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Em EaD há diferentes mecanismos para avaliação, pressupondo rastreamento e acompanhamento do aprendizado. Apresentamos alguns destes mecanismos descritos por diversos autores:

 

 

[Jaques & Oliveira, 1998] propõem uma arquitetura Multi-Agente para monitorar os principais mecanismos de comunicação em um ambiente telemático de ensino, entre os quais estão: Lista de discussão, newsgroups e conferências virtuais (chat). A fim de:

Ø      Coletar dados a partir das discussões que se encontram em andamento,

Ø      Analisar quantitativamente esses dados

Ø      Transmitir tais informações ao professor.

 

eye_chart_magnify_glass_md_wht.gif (18125 bytes)Essa arquitetura é composta por uma sociedade de quatro agentes para identificar três tipos de associações: aluno (sozinho ou em grupo) e aluno-assunto.

 

[Menezes et al., 1998] é proposta uma agência com três agentes assistentes de tarefa para suportar a avaliação informal.

 

Ø    Agente 1: Este cria um histórico da navegação do aluno e percorre as listas de discussão, a fim de verificar a participação de alunos.

Ø   Agente 2: Auxilia o professor na consulta ao log de interação, ao modelo do aluno e a uma base de conhecimentos responsável pela interpretação desse log de interação. Esse agente também é capaz de confrontar as informações decorrentes dos processos de avaliação informal com as informações resultantes dos processos de avaliação formal do AulaNet.

Ø     Agente 3: O terceiro agente é capaz de indicar possíveis distorções no design instrucional, refletidas em decorrência do comportamento verificado nos aprendizes.



Escrito por eliasimeia às 10:46 AM
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Regina Lúcia Sartorio Marinato de Resende, no texto “Avaliação Processual e Formativa na Educação à Distância”, pontua que:

Ao se pretender um modelo que considera a aprendizagem a partir da construção do conhecimento, deve-se entender a avaliação, segundo concepções construtivistas como “eixo de auto-aprendizagem” (Piaget), que se relaciona tanto com o professor e o aluno, como com os métodos e técnicas utilizadas.

Um processo de avaliação fundamentado num paradigma construtivista:

“... se situa e desenvolve a partir de preocupações, proposições ou controvérsias em relação ao objeto de avaliação seja ele um programa, projeto, curso ou outro foco de atenção (...) sugere que os resultados de qualquer estudo ou avaliação se explicam pela interação entre observador e observado metodologicamente, (...) rejeita a abordagem de controle manipulativo experimental (...) e o substitui por um processo hermenêutico dialético, o qual aproveita ao máximo, a interação observador/observado para criar construções, o melhor possível, em determinada situação e no tempo apropriado”. (PENNA FIRME, 1994 p.8)

                                                                                                              art_0063.gif (29961 bytes)

Esse trabalho propõe que na EAD deve-se privilegiar a avaliação processual ou formativa. No entanto, definir a função da avaliação envolve questões mais amplas, relacionadas à intenção do avaliador, podendo ser colocada a serviço da aprendizagem ou ser usada apenas como uma engrenagem de seleção, orientação e controle. Nas palavras de Hadji: “...uma prática – avaliar – deve tornar-se auxiliar de outra – aprender (...) na medida em que se inscreve num projeto educativo especifico, o de favorecer o desenvolvimento daquele que aprende...”. (2001, p. 15, 19,20)



Escrito por eliasimeia às 6:01 PM
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